A Associação de Protecção dos Ardinas, actualmente designada por Fundação Obra do Ardina, surgiu em 1942, devido as profundas necessidades dos Ardinas que apregoavam jornais nas ruas de Lisboa, as quais se deviam essencialmente as baixas condições socioeconómicas e culturais evidenciadas por estes jovens. Confrontado com esta realidade, o Padre Moreira das Neves organiza actividades, como cursos de alfabetização, colónias de férias e almoços/convívios oferecidos pela Mocidade Portuguesa Feminina, com o objectivo de lhes permitir uma valorização pessoal e social, e proporcionar um futuro profissional estável e equilibrado, afectando assim, a vida de extrema pobreza. Dando importância a estas actividades, um grupo de senhoras da União Noelista Portuguesa, lideradas pela Assistente Social Maria Luísa Ressano Garcia, aproveitam este trabalho, e estudam para dar resposta ao problema dos ardinas, elaborando o Estatuto da Associação em 1942. É assim que nasce a «Associação de Protecção dos Ardinas», que logo se implementa, desenvolve e adapta não só em Lisboa, mas também em Coimbra. Com o passar do tempo, «Associação de Protecção dos Ardinas», foi sofrendo transformações e adaptações naturais, na procura de novas e melhores respostas, e é em 29 de Agosto 1962 que são aprovados novos estatutos e a Associação, passa denominar-se «Fundação Obra do Ardina». A década de 70 é lembrada como uma época de crise/instabilidade em todos os sectores da vida portuguesa à qual a «Obra do Ardina» sofreu novas alterações e ajustamentos, as quais exigiram uma mudança de estatutos, e em 20 de Abril de 1987 que é aprovada a alteração total dos estatutos da Fundação, que vigoram até hoje. Apesar desta instabilidade, foi em 1980 que a «Obra do Ardina» fez a sua primeira experiência de Lar. Em 1983 abriu o primeiro lar de acolhimento em Lisboa, e foi desde então, que esta valência veio a ser a mais investida. A Fundação Obra do Ardina surgiu como associação 1942 e destinada apenas a protecção dos Ardinas da Cidade de Lisboa, sofreu ao longo dos anos alterações e ajustamentos que decorreram das necessidades sociais de crianças e jovens em risco. Com diversas Valências em funcionamento entre as quais Formação Escolar, Formação Profissional, Formação Religiosa e Jardins de Infância, a Valência de Lares de Acolhimento de crianças e jovens tem sido de maior relevo na prossecução dos objectivos institucionais. 1.1) OBJECTIVOS INSTITUCIONAIS I – Acolher crianças e jovens em perigo moral, em pré-delinquência ou já delinquentes, promovendo a sua formação integral e adaptação profissional; II – Colaborar com todas as entidades na prevenção de situações de pré-delinquência ou delinquência. III – Interessar as famílias das crianças e dos jovens na sua formação humana e valorização profissional, promovendo a sua recuperação moral e social no meio em que vivem. 1.2) OBJECTIVOS ESPECIFICOS I – Dar resposta a situações de carências socioeconómicas; II - Dar resposta a situações de negligência ou abandono familiar; III - Dar resposta a situações de dificuldades de adaptação escolar; IV - Dar resposta a situações de dificuldades de adaptação social com desajustes ao nível do comportamento. Lar de Jovens Recebe jovens do sexo masculino com idades superiores aos 14 anos. Lar Ardijovem Recebe crianças/jovens do sexo masculino com idades compreendidas dos 12 aos 14 anos. Lar Ardinitas Recebe crianças do sexo masculino com idades compreendidas dos 6 aos 12 anos.
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